top of page
Buscar

"COSMORREFLEXOS de YUTAKA TOYOTA" por Denise Mattar



ree
Denise Mattar - Crédito: Denise Andrade

"Toyota faz parte do grupo de artistas que, na década de 1960, decretou o fim da pintura de cavalete e da escultura figurativa, convidando o público a participar de novas experiências estéticas, cinéticas, interativas e sensoriais. O artista se utiliza das múltiplas possibilidades do reflexo para, nas suas próprias palavras: “compreender o significado do Cosmos”. As imagens que surgem nos seus relevos polidos fisgam o espectador instigando novas realidades. Nelas o visível torna-se invisível, a leveza contrapõe-se ao volume, a unidade é replicada na pluralidade, o positivo é também o negativo.


ree

Nascido no Japão em 1931, Toyota chegou ao Brasil na década de 1950. Começou sua carreira como pintor recebendo alguns dos mais importantes prêmios do circuito de arte brasileiro, como o do Salão Esso, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1965, que o levou à Itália. Na efervescente Milão dos anos 1960 desenvolveu uma linguagem inovadora expondo ao lado de Enrico Castellani, Bruno Munari, Manzoni e Le Parc. Na volta ao Brasil seu trabalho pioneiro chamou a atenção da crítica e o levou a participar de inúmeras exposições coletivas e individuais.


ree

Em 1968 recebeu o Prêmio Governo do Estado na emblemática II Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia. Sua participação na X Bienal Internacional de São Paulo, 1969, foi uma das mais comentadas e premiadas da mostra, pois convocava o espectador à interação, incluindo uma instalação que hoje chamaríamos de imersiva. Em 1972 foi o grande premiado do Panorama de Arte Atual Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo. A partir de 1973, paralelamente a mostras nacionais e internacionais, Toyota passa a realizar trabalhos de maior porte, integrados à arquitetura ou à paisagem, semeando mais de 100 obras monumentais entre Brasil e Japão. Neste mês de maio o artista completa 93 anos, em pleno vigor criativo.


ree

A exposição Cosmorreflexos propõe um recorte da recente produção de Toyota na qual ele revisita alguns elementos recorrentes em seu trabalho, apresentando-os em nova clave. Realizadas em grandes formatos, são obras que, mais do que contemplação, oferecem ao espectador uma vivência, uma experiência artística.


ree

No percurso de Toyota o círculo sempre esteve presente. Aqui ele se detém sobre círculos concêntricos distorcidos, relevos monocromáticos côncavos e convexos que aludem aos opostos que se completam: à dualidade In/Yo (Yin/Yang). Na sua linguagem pessoal, com alumínio e aço, ele instaura a superfície reflexiva como quarta dimensão, usando elementos aplicados sobre placas côncavas criando visões diferentes a cada movimento do espectador. São curvaturas virtuais, inversões ascendentes, flexões descendentes. O artista também agrega a cor, inserindo-a de forma camuflada, como uma inesperada presença sutil e vibrátil. E quando o relevo reivindica o espaço, Toyota chega às esculturas, dominando completamente as relações entre ambiente e escala.


ree

Um artista múltiplo, que nos proporciona um mundo fascinante – pleno e irrealmente real!" - Denise Mattar


ree

Em 22/05/2024 a Galeria Ricardo Von Brusky abriu a exposição “Cosmorreflexos” de Yutaka Toyota, com texto de Denise Mattar. Confira as fotos do evento: https://www.arteempauta.com.br/22-05-2024-galeria-ricardo-von-brusky

 
 
 

Comentários


  • Facebook
  • Instagram
© Arte em Pauta - Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução desde que citada a fonte.
bottom of page